
Ao que parece, está oficialmente encerrada a divulgação de novos nomes para o Anti-Pop, portanto, enough with the speculation...
31 de Julho:
Josh Wink
Marco Carola
Gabriel Ananda
Full Metal Funk
Heartbreakerz
1 de Agosto:
Modeselektor
Marc Houle
André Galuzzi
Ino & Grobas
Magazino
Miguel Rendeiro
Freshkitos
2 de Agosto:
Supermayer
Tiefschwarz
Mathew Jonson live
Rui Vargas
Yen Sung
Ana Feel
3 de Agosto - after-hours:
Sasse aka Freestyleman
Pedro Ricciardi
Ainda assim, acredito que ainda devem aparecer mais uns nomes nacionais, nomeadamente para o after.
Quanto ao resto, o que dizer... para mim, vale por Mathew Jonson, Josh Wink e Andre Galuzzi, no que toca a apostas internacionais, é claro. Mas não consigo esquecer que, à excepção dos DJs espanhóis Ino & Grobas, nenhum dos restantes estrangeiros se estreiam cá na terrinha.. Um triste facto para um festival com potencial suficiente para se demarcar pela divulgação do que melhor se passa lá fora, mas que prefere apostar no "tiro certeiro", como já vem sendo hábito dos promotores portugueses.
Tiefschwarz... acho que já se poderiam considerar "residentes" no antigo Hit; Superpitcher e Michael Mayer, apesar de óptimos, são outros que já devem ter comprado cá casa, o Carola esteve há coisa de um mês no Lux, Modeselektor no Sonic Fresh, e todos os outros no Indústria pelo menos uma vez nos últimos 2 anos (não tenho a certeza quanto ao Sasse, mas pelo menos no Del Rio em Viana esteve).
Por outro lado, embora seja sempre bom ouvir um Josh Wink ou um Michael Mayer, na generalidade são artistas que em termos de edição não têm estado propriamente activos. O último trabalho do Ananda, data de Julho de 2007 (quase um ano), o álbum dos Supermayer é de Setembro, tal como o dos Modeselektor, e dos famosos longos sets do Galuzzi não temos notícias há muito tempo.. mas por esta altura já só resta esperar para ver..
Em contraste, ficam a faltar artistas como Move D, Miss Fitz, Ryan Elliott, Daniel Bell, Efdemin, Marcel Dettmann, Lee Curtiss ou um Johnny D (para referir apenas alguns) que não se têm cansado de "incendiar" pistas pelo mundo todo, e que infelizmente por Portugal, só passam de avião.
E com muita pena minha, Detroit acabou por não ficar representado, já que é todo um culto de techno que não deve ser desprezado, e ainda para mais por Octave One ter sido a minha actuação predilecta no ano passado, ainda que vista ao longe)
Por outro lado, parece-me muito bem a aposta nas sonoridades mais disco do Sasse para o after. Bato palmas à aposta em Full Metal Funk, já mereciam há anos. As Heartbreakerz prometem, bem como o Magazino. Do Rui Vargas espero mais um dos dj sets do festival (acho que acabou por ser o meu preferido no ano passado) e dos Freshkitos espero uma redenção, já que não tenho gostado das suas últimas sonoridades. Miguel Rendeiro!? Não comento.
Seja como for, lá estarei, à espera de ser surpreendido.
Não serei o primeiro nem, certamente, o último a postar sobre este vídeo do writer Muto, mas é simplesmente irresistível mostrar isto.
por outro lado, saiu esta semana uma entrevista na residentadvisor com o Daniel Bell, um dos criadores do Minimal Techno (não esquecer Robert Hood), que vale bem a pena ler:
Music has been a part of my life for 20 years. I think as it’s maturing, it’s become even more inspirational, because there’s space for everything new. In previous years, there was always one sound that was really dominant. It was really hard to find space. But in the last couple years, it’s really opened up, and there’s lots of space for all the different approaches to this music. To me, it’s definitely as important as ever. Absolutely.
aqui.
tags: entrevistas

Nascida em 1986, pelas mãos de Derrick May, a Transmat destacou-se como uma das mais importantes editoras do Detroit Techno até aos anos 90, para além da Metroplex de Juan Atkins e a KMS de Kevin Saunderson. Foi depois da sua colaboração com Juan Atkins no disco "Let's Go" que Derrick May, baseando-se na faixa de Atkins "Time, Space, Transmat" escolheu criar a sua própria subsidiária da Metroplex, como rampa de lançamento para aquele que foi o seu maior projecto até então, Rhythim Is Rhythim. Daqui saíram grandes êxitos do House e Techno de Detroit como o intemporal "Strings Of Life", ou "It Is What Is", "Nude Photo", "The Dance", etc. Êxitos que hoje em dia escondem, de certo modo, os óptimos trabalhos de outros artistas e grupos como Bang The Party, K-Alexi, Psyche (Carl Craig) ou M-D-Emm, entre 87 e 89. Do Metroplex Studio saíram discos que desde logo, influenciados por grupos como Kraftwerk, se afirmaram futuristas e que para sempre ficarão na história como influências directas nos artistas que só mais tarde se juntaram à comunidade electrónica. Apesar de May ter deixado de lado a produção de clásssicos desde 1990, continuou fazendo tours pela Europa, impondo a Transmat numa rota mundial e abrindo espaço para edições de artistas de peso como Model 500 (Juan Atkins), Silent Phase (Stacey Pullen), Suburban Knight, Joey Beltram, Dark Comedy (Kenny Larkin) ou Octave One, que no ano passado nos brindaram com a sua presença no Anti-Pop Music Festival em Viana do Castelo. Em 1997, do interesse por parte da Sony Entertainment no Japão, nasceu a primeira compilação da Transmat, "Innovator" uma reunião de 27 temas de Derrick May e em 1999, é editada "Time : Space", a segunda compilação, que contou com temas exclusivos de artistas como Aril Brikha, Microworld, ou The Detroit Escalator Company. O último disco remonta a Outubro do ano passado e até à data é possível ainda encontrar lançamentos de Stephen Brown, Lucas Rodenbush, John Arnold, Indio ou Lucien Nicolet (Luciano). Deixo-vos com alguns clássicos:
Rhythim Is Rhythim
Nude Photo
MS-02 1987
Rhythim Is Rhythim
Strings Of Life
MS-04 1987
Rhythim Is Rhythim
It Is What It Is
MS-06 1988
K-Alexi
My Medusa
MS-08 1989
Psyche
Crackdown
MS-12 1989
Rhytim Is Rhythim
Salsa Life
MS-15 1990
Rhytim Is Rhythim
Drama
MS-15 1990
Joey Beltram
Energy Flash
MS-16 1990
Rhythim Is Rhythim
Icon
MS-21 1996
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braulio176, também conhecido como Gonçalo Alves Costa, é o meu primeiro convidado para o podcast do beatstreet. Desde já, agradeço a sua inteira disponibilidade, desde o início, para gravar exclusivamente para o blog e é um grande prazer para mim poder contar com um convidado que, ainda na semana passada, me brindou com um set especial no Pitch. Pois é, braulio176 para o club, ou Gonçalo Alves Costa para o bar, é um DJ portuense que poderão encontrar frequentemente a exercer a sua residência no Pitch, mas não se admirem se o apanharem a espalhar cultura de qualidade pelo 31trintaeum, Plano B ou ainda no Frágil em Lisboa. Recentemente, destacou-se como um dos persistentes impulsionadores/divulgadores do movimento house/techno com o braulio176.org, website que todos os meses nos presenteia com mixes de grande qualidade, apostando em convidados de qualidade incontestável como é o caso de Move D. Mas de qualidade incontestável, é também o mix que Gonçalo preparou para vós, portanto, sem perder mais tempo:
feed: http://beatstreet.podomatic.com/rss2.xml
tamanho: 85,3 mb
duração: 74:36
download: beatstreet #02: braulio176
www.braulio176.org
www.myspace.com/goncaloalvescosta
arquivo
beatstreet #01: Henrique Antão
tags: podcast
Uma noite inesquecível, foi aquilo que eu agendei e aquilo que aconteceu. Para mim, que do meio dos meus 18 anos não conto ainda com grandes experiências, foi o melhor set que já tive o prazer de assistir, e receio mesmo, que nem no Anti-Pop, que apesar do já anunciado, ainda promete um bom cartaz, mudarei de ideias. Foi também a minha primeira vez no Pitch, que não me acanho em recomendar. É um dos raros espaços que primam por não seguir o estereótipo de discoteca portuguesa, um dos poucos que se pode orgulhar de usar o sufixo "Club" no seu nome. Da mesma maneira, Peter Kersten é um dos que se pode orgulhar do seu DJing. Desde o primeiro minuto, e ao longo de 3 horas (que rápido passaram), proporcionou a todos os presentes (que poderiam ter sido mais), uma belíssima viagem, sem espaço para grandes momentos de descontracção, com o corpo a urgir para o movimento, ora sim, ora sim.
e mais uma vez, cortesia de André Santos, vídeos da noite:
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Chama-se Peter Kersten, mas é como Sten e Lawrence que edita as suas produções. É co-fundador da Dial, um dos mais importantes selos na renovação do techno/house actual e vai estar em Portugal no próximo mês de Abril para 2 gigs que prometem marcar memórias para o resto do ano. O primeiro, no dia 4, será na discoteca Via Latina em Coimbra, e no dia a seguir, estará no Porto, desta vez no Pitch. Primariamente influenciado pela importação do Acid e do Chicago House para a sua cidade natal, Hamburgo, em 1988, Peter começa a produzir 10 anos depois, vendo, em 2000, o seu primeiro trabalho editado na sua label Dial. Mais 10 anos passados, e conta hoje no seu currículo com edições na Kompakt, Ladomat 2000, Ghostly International, NovaMute, Mule Electronic Division, liebe*detail ou Sender, selos que dispensam apresentação. Como Lawrence, editou recentemente o último dos seus 4 álbuns de originais, Lowlights From The Past And Future, mas é com um DJ set que se vai apresentar daqui a 3 semanas. Só posso dizer que se for no mínimo parecido com o set que vos deixo para download, será uma noite dificilmente superada musicalmente até ao fim do ano. Venha ele...
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